O ecossistema de saúde e tecnologia em Ribeirão Preto movimentou R$ 75,2 milhões em 2025 e reuniu 94 empresas no ambiente do SUPERA Parque. As companhias residentes geraram 568 empregos diretos, e o faturamento do conjunto cresceu 33% sobre 2024. O resultado fortalece uma vocação regional que conecta pesquisa universitária, biotecnologia, atendimento médico e novos negócios.
Os números foram divulgados em 2026 pela Prefeitura e pela FIPASE, fundação municipal responsável pelo parque em parceria com a Universidade de São Paulo. Como todo balanço institucional, eles precisam ser acompanhados por indicadores de continuidade: sobrevivência das empresas, captação, produtos lançados e empregos mantidos.
SUPERA movimentou R$ 75,2 milhões em 2025
De acordo com a Prefeitura de Ribeirão Preto, o ecossistema captou R$ 12,8 milhões para inovação com apoio de instituições como Fapesp e Finep, além de R$ 5,7 milhões em investimentos privados. O total movimentado inclui as atividades de 94 empresas tecnológicas integradas ao SUPERA.
O parque registrou mais de 600 postos de trabalho, 568 deles ligados diretamente às empresas residentes. O crescimento de 33% no faturamento sugere ganho de escala, mas a base de comparação e a distribuição entre empresas são importantes: um resultado agregado pode combinar negócios em estágios muito diferentes.
Novo centro receberá R$ 18,2 milhões
Uma das principais expansões é o Health to Business Center, ou H2B. A obra foi iniciada com investimento de R$ 18,2 milhões, sendo R$ 14 milhões da Finep e R$ 4,2 milhões de contrapartida municipal.
O edifício terá 2.600 metros quadrados, com laboratório multiusuário de biotecnologia, laboratório de prototipagem, auditório e ambientes corporativos. A conclusão prevista para 2026 amplia a capacidade de empresas que não conseguiriam manter infraestrutura científica própria.
Laboratórios compartilhados reduzem o custo de entrada, mas exigem governança, manutenção e agenda acessível. O sucesso do H2B dependerá de ocupação efetiva, parcerias e serviços capazes de acelerar certificação e entrada de produtos no mercado.
Saúde e agronegócio criam uma fronteira comum
O centro pretende apoiar biotecnologia e fármacos voltados tanto à saúde quanto ao agronegócio. Essa interseção é coerente com a economia regional: tecnologias de diagnóstico, bioinsumos, genética e análise de dados podem atender cadeias humanas, animais e vegetais.
Um mapeamento de healthtechs divulgado pelo SUPERA já havia mostrado a concentração de empresas voltadas à gestão da saúde. A presença da USP e de hospitais amplia acesso a pesquisadores e problemas reais, embora testes clínicos e uso de dados devam seguir regras éticas e regulatórias.
Impacto depende de empresas que cheguem ao mercado
Parques tecnológicos geram valor quando transformam conhecimento em soluções usadas por hospitais, laboratórios, produtores e pacientes. Patentes e projetos são etapas; contratos, escala e evidência de resultado determinam a sustentabilidade dos negócios.
Para Ribeirão Preto, o crescimento do SUPERA pode diversificar uma economia conhecida pelo agronegócio e pelos serviços. O próximo teste será concluir o H2B, manter a captação e ampliar clientes fora da região. Se conseguir, a cidade poderá converter sua base científica em empregos qualificados e empresas exportadoras de tecnologia, sem perder o vínculo com necessidades locais de saúde.
Perguntas frequentes sobre o SUPERA Parque
O que representa o total de R$ 75,2 milhões?
É o movimento econômico informado para 2025 no ecossistema de empresas tecnológicas do parque. Não se trata de um único aporte público.
Quando o H2B deve ficar pronto?
A previsão divulgada é 2026. Como toda obra, a entrega precisa ser confirmada pelo andamento físico e pelos comunicados oficiais.
Qual é a função dos laboratórios compartilhados?
Eles permitem que startups usem equipamentos e ambientes especializados sem assumir sozinhas todo o custo de instalação e manutenção.
Healthtech é apenas aplicativo de saúde?
Não. O termo inclui software, dispositivos, diagnóstico, biotecnologia, gestão e outras soluções. Cada produto segue exigências técnicas e regulatórias próprias.



